segunda-feira, 9 de julho de 2012

Os “Povos da Floresta” sabem muito bem que a “queda” de uma árvore na floresta afeta mais de duas dezenas de árvores vizinhas... 


Nesse sentido, encaminhamos ao CONSUNI cópia da Carta Aberta à Egrégia Congregação do IQ-UFBA, protocolada em 27/06, e solicitamos as(os) ilustres Conselheiras(os) especial atenção com o IQ-UFBA de modo a resgatar a sua excelência no ensino, pesquisa e extensão.


A luta continua!

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Ainda no ovo...

Entre a morte de uma fênix e seu renascimento em meio às cinzas, existe um período em que ovo da fênix, deixado no calor das cinzas, amadurece e eclode, libertando uma fênix renascida, renovada.

Após o incêndio ocorrido no Instituto de Química da UFBA em 21 de março de 2009, esperamos ansioso seu renascimento, aguardando o momento em que as ações políticas decisivas da administração local e central pudessem re-estabelecer plenamente a infra-estrutura e as condições de funcionamento das atividades de ensino e pesquisa do nosso Instituto.

Infelizmente, a fênix ainda está no ovo! Mas se o ovo não for corretamente incubado, maturado, ele gora. Apodrece.

São 3 anos e 3 meses de espera. É hora de exigir providências...


CARTA ABERTA À EGRÉGIA CONGREGAÇÃO DO INSTITUTO DE QUÍMICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA


À PROFESSORA DOUTORA MARIA DE LOURDES BOTELHO.
Senhora Presidente da Egrégia Congregação:


Na semana de 18 de Junho de 2012 foi divulgado na Rede Mundial de Computadores um vídeo com o título “SOS IQ UFBA” (http://www.youtube.com/watch?v=0dylQqYryoQ) que mostra a situação do prédio onde funciona o Instituto de Química, desde o incêndio ocorrido em março de 2009 aos dias atuais. O vídeo apresenta a depreciação da infraestrutura destinada aos cursos de graduação e a degradação generalizada ocorrida nas instalações, as quais são conseqüências de ações equivocadas, algumas destacadas a seguir:


1.      A decisão temerária de construir um anexo e ao mesmo tempo reformar o prédio vitimado pelo incêndio (atingido diretamente em apenas 10% da área construída) resultou em que, passados três anos, o anexo está longe de ser concluído e a reforma do prédio do IQ segue em ritmo claudicante, ainda restrita à área atingida pelo incêndio, e que permanece interditada desde março de 2009;
2.      A decisão desastrosa de desmontar laboratórios de ensino que estavam em funcionamento, através da remoção das bancadas e desativação das capelas, inviabilizou o funcionamento das aulas práticas no presente ano. Este desmonte agravou uma situação geral já precária e representou gasto de recursos públicos em ações paliativas e, até o presente momento, inócuas;
3.      O desmonte dos laboratórios no IQ-UFBA continua produzindo danos à Instituição, pois parte do material que foi removido, por falta de condições no espaço provisório, precisou retornar à Unidade, resultando em quebra de vidrarias e equipamentos durante o transporte.


Na atual situação deplorável em que se encontra o IQ-UFBA, os mais atingidos são os alunos da graduação. Apesar disso, as atividades de pesquisa e de pós-graduação ainda se mantêm em funcionamento, devido ao esforço individual dos docentes envolvidos. Um exemplo disto é que, entre março de 2009 e junho de 2012, foram formados mais de cinco dezenas de mestres e doutores e publicados mais de duas centenas de artigos em periódicos indexados, majoritariamente em co-autoria com estudantes de graduação e pós-graduação.
Até o momento, as decisões adotadas não têm sido eficazes para recuperar a capacidade de trabalho e restabelecer o pleno funcionamento do IQ-UFBA. Tempo e recursos têm sido despendidos sem um efetivo retorno. É urgente interromper o desmantelamento da infraestrutura operante garantindo a integridade dos espaços que estão funcionando, a restauração do espaço interditado e a finalização da construção do anexo.
Os signatários reivindicam da Egrégia Congregação que cumpra seu papel regimental e estatutário, interrompa o processo de degradação do IQ e restabeleça as condições de ensino, garantindo assim a formação acadêmica dos estudantes de graduação e de pós-graduação, compatível com a qualificação do corpo docente da Unidade.
O Instituto de Química da UFBA, que tradicionalmente forma excelentes profissionais de Química com forte base experimental, e que teve significativo aporte financeiro do MEC, com recursos suficientes para a recuperação da parte vitimada do prédio e para construir um anexo, não pode sucumbir. Eficiência e decisões sensatas são o que faltam neste momento!
Salvador, 27 de junho de 2012.
Artur José Santos Mascarenhas
Gisele Olimpio Rocha
Heloysa Martins Carvalho Andrade
Jailson Bittencourt de Andrade
Jorge Maurício David
Leonardo Sena Gomes Teixeira
Luís de Souza Carvalho
Maria das Graças Andrade Korn
Maurício M. Victor
Pedro Afonso Paula
Sérgio Luís Costa Ferreira
Sílvio do Desterro Cunha
Valéria Belli Riatto
Vanessa Hatje
Wilson Lopes

terça-feira, 21 de julho de 2009

4 meses, Sr. Diretor?!?

Hoje completam 4 meses de interdição do Instituto de Química da UFBA após o incêndio ocorrido em 21 de março de 2009.

Professores, funcionários e estudantes aguardam a limpeza do IQ, envolvidos em um clima de desânimo que se estampa em quase todas as faces.

Segundo as previsões originais, a remoção dos resíduos deveria estar completa na próxima segunda-feira, uma vez que a Rafer (empresa responsável pela limpeza) havia estimado um prazo de 3 semanas para a conclusão do serviço. Passaram-se 15 dias desde a nova interdição e muito pouco foi realizado... algumas medições foram feitas, placas de teto foram retiradas do 4o. andar e após intermináveis discussões entre a Rafer e a Prefeitura do Campus, um buraco foi aberto no 5o. andar para que se instalasse um tubo por onde os resíduos serão escoados...

Enquanto isso, os laboratórios continuam submetidos a condições inapropriadas, que aceleram o crescimento de fungos e, consequentemente, os danos aos equipamentos de pesquisa e ao material bibliográfico. Os pesquisadores, estudantes de pós-graduação e de iniciação científica continuam com suas atividades estagnadas.

O contrato com a Rafer foi firmado no valor de R$40 mil reais!!!

Não seria o caso de exigir da empresa maior presteza e agilidade nos serviços?

Por que a "operação tartaruga"?

Não bastam tantos prejuízos materiais e morais?!?

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Comentários sobre a matéria do Jornal A Tarde

Várias pessoas deixaram seus comentários na homepage do Jornal A Tarde...


Ed (08/07/2009 - 21:10)

Sou aluno de química também, e gostaria de saber qual foi a real intenção de se aumentar o número de seguranças na porta do IQ... proteger o patrimônio ou ficarem batendo papo fiado? Pelo que vem acontecendo não foi a primeira opção! Quem será responsabilazado por esses furtos? Temos que lembrar que se trata de um Patrimônio Federal que estão roubando. Espero que a situação seja solucionada o mais rápido possível e que o IQ volte a pleno vapor!!!

Estudante Indignado (08/07/2009 - 18:15)

Pior que roubar alguns equipamentos é insistir na interdição do Instituto de Química, enquanto pelos menos 200 estudantes de Mestrado e Doutorado tem seus trabalhos e bolsas ameaçados. Projetos de encomenda com grandes instituições como a Petrobrás em atraso. Inúmeros equipamentos relegados a sorte. Isso é dinheiro do povo que paga pra ter pesquisa e desenvolvimento! E esses burrocratas impedem o acesso de quem quer produzir alegando risco a saúde. Além de tudo nem sabem Química!

Estudante Indignado (08/07/2009 - 13:32)

O que está sendo apresentado na reportagem é apenas a ponta do iceberg. Para maiores detalhes vejam o blog no link seguinte: http://oovodafenix.blogspot.com

Macedo Luiz (08/07/2009 - 10:28)

No Brasil da-se pouco valor ao fator segurança. Nos prédios residenciais, quando se fala em taxa extra para investimento em segurança, logo os condôminos reclamam e alguns não aprovam. Nas unidades públicas é muito pior, ou não há verba, e quando existe corta-se pela metade para outros investimentos. A burocracia nos ógãos públicos fomenta ainda mais esse câncer. Porque os pagamentos dos terceirizados são atrasados e com isso a motivação vai embora juntamente com a responsabilidade. É o Brasil.

Beto (08/07/2009 - 08:43)

Na Escola de Belas Artes - Ufba acontece a mesma coisa e até pior, a direção não faz nada.

Exupério (08/07/2009 - 07:25)

A coordenação de segurança da UFBA precisa ser substituída há muito tempo, tive um veículo furtado no campus de Ondina em 2007 e os seguranças sequer anotaram meus dados para fazer uma ocorrência interna.

Luiz (08/07/2009 - 01:08)

Sou aluno de química da UFBA, e no laboratório onde trabalho foram levados vários monitores e CPU de equipamentos. As câmeras do instituto só tão lá de enfeites, pois não servem pra nada!! Já aconteceram vários roubos e homens entrando no banheiro feminino para olhar as meninas no banheiro, e ninguém foi descoberto!! O que acontece realmente é uma ADMINISTRAÇÃO COMPETENTE!!! Falta direção!!!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Matéria no Jornal A Tarde

Ladrões roubam computadores e equipamentos do Instituto de Química

Amélia Vieira e Marjorie Moura, do A TARDE

Haroldo Abrantes/Agência A TARDE
Aulas voltam para o prédio do instituto em agosto, mas o quinto andar continuará fechado
Aulas voltam para o prédio do instituto em agosto, mas o quinto andar continuará fechado

Computadores e equipamentos de pesquisa do Instituto de Química da Universidade Federal da Bahia (Ufba) vêm sendo furtados desde que o prédio foi isolado após o incêndio que atingiu parte do quinto andar, no dia 21 de março. O caso está sob investigação da Polícia Federal.

A situação vem alarmando professores e alunos, que reclamam ainda da deterioração dos aparelhos de alta sensibilidade que estão sem uso e manutenção. “É uma decisão equivocada manter o instituto fechado”, declara o professor Jailson de Andrade, que assegura não haver risco para a saúde.

Segundo relato de professores e alunos do doutorado que pediram para não se identificar, os primeiros furtos foram notados cinco semanas após o sinistro, quando alunos retornaram para fazer a manutenção de alguns equipamentos e notaram sinais de arrombamento. O caso foi levado ao conhecimento da Coordenação de Segurança da Ufba.

Dois meses depois do incêndio, uma comissão de professores e estudantes encaminhou um documento ao Ministério Público Federal (MPF), denunciando, inclusive, que o fornecimento de energia elétrica e água permaneciam suspensos e os livros mofavam. Uma semana depois, o problema foi corrigido.

“Os professores voltaram a entrar no prédio para ligar os equipamentos e notaram portas danificadas”, disse Jailson. “Temos equipamentos de alta sensibilidade que não podem ficar parados porque deterioram. Nossa intenção foi alertar que o prédio fechado é um prejuízo maior que o incêndio”, acrescentou.

Um aluno do doutorado conta que uma professora o chamou para ver uma sala que havia sido invadida: “Monitores e cabos estavam separados, arrumados para ser levados. Colocamos em outra sala e trancamos. A sala foi arrombada e tudo furtado. É alguém que conhece a estrutura”.

De acordo com ele, aparelhos de utilidade restrita também são levados, a exemplo de um espectômetro UV-VIS (instrumento portátil de campo) pertencente a um pesquisador.

A vice-diretora do instituto, Maria Luiza Corrêa, garante que no próximo semestre, que começa em agosto, as aulas serão ministradas no antigo prédio. Serão feitas adaptações no cronograma para que o primeiro e o segundo pavimentos abriguem também as atividades que funcionavam no quinto andar, onde ocorreu o incêndio, e quarto andar, atingido pelo rescaldo e com escoras para sustentar o piso.

“Estamos vendo com a reitoria a liberação de verba para a reforma”, ressalta Maria Luiza. Ela explica que esta semana os dejetos químicos do incêndio começam a ser retirados por uma empresa do Polo. Por isso, o prédio voltará a ficar interditado.

Edmundo Lopes dos Santos, coordenador da segurança da Ufba, explica que a atuação do órgão é preventiva, na fiscalização das atividades dos vigilantes e seguranças. Apesar de haver câmaras na parte externa do Instituto de Química, as imagens dos ladrões não foram flagradas.

“O incêndio comprometeu o sistema interno. Tentamos recuperar, mas não foi possível”, afirma o coronel José Soares Lima, assessor da Coordenação de Segurança da universidade. O setor justifica que as investigações estão sendo feitas pela Polícia Federal. Procurados, MPF e Polícia Federal não retornaram as ligações.

O assessor de comunicação da Ufba, Marco Queiroz, informou que a PF já recolheu amostras de digitais no instituto, mas disse achar difícil encontrar os ladrões porque a área vem sendo muito visitada por um número muito grande de pessoas ligadas à unidade. O assessor contestou informação prestada por Tâmara Terso, diretora de Mulheres do Diretório Central dos Estudantes da Ufba, de que a colocação de câmaras, a capinagem e a iluminação pouco mudaram o campus, apesar da intensa mobilização ocorrida depois que uma aluna foi estuprada em agosto de 2008.

Disse ainda que atrasos no pagamento de salários de terceirizados há cerca de três meses comprometeu a vigilância. Segundo o assessor, o número de vigilantes passou de 270 no ano passado para 520 em 2009.

Também afirmou que em 2008 havia 117 câmaras de vigilância e que o contrato prevê 400 câmaras e que a maioria já foi implantada, o que já permitiu que um invasor fosse flagrado, detido e entregue à Polícia Militar. Também contestou a falta de iluminação, embora tenha concordado que São Lázaro e o campus de Ondina sejam as áreas mais problemáticas.

Marco Queiroz também avaliou ainda que o aumento no número de estudantes que circulam à noite pelo campus, motivado pela implantação do Reuni, tornou a área menos isolada neste período.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Dilapidação de patrimônio público!

No dia 01/07/2007 a Profa. Cecília Espiridião, do Departamento de Físico-Química, comunicou à direção do Instituto de Química, na figura da diretora em exercício Profa. Maria Luiza Correa, que encontrou o laboratório 502 arrombado, com gavetas abertas e conteúdo revirado, jogado no chão. As portas de todos os armários encontravam-se abertas, exceto a do armário de reagentes, e algumas foram arrancadas. HDs foram encontrados sobre a bancada, mas os computadores e monitores velhos não foram mexidos. A Profa. Cecília solicitou providência imediata, como o havia feito anteriormente os professores do Departamento de Química Analítica...

Na próxima segunda-feira, o IQ voltará a ser interditado para que a empresa contratada possa fazer a limpeza e "descontaminação" do prédio, o que deve durar por pelo menos 3 (três) semanas.

Serão três semanas com o IQ à disposição dos ladrões?

Quem garantirá que outros laboratórios não terão suas infra-estruturas dilapidadas?

Para que serve a empresa de segurança que serve ao IQ?

terça-feira, 30 de junho de 2009

No limite...

Prezados Professores e Funcionários do IQ-UFBA

Pelo presente, venho formalmente comunicar aos senhores que os furtos de equipamentos continuam ocorrendo nos laboratórios do 4º. Andar. Hoje constatamos que vários armários de diferentes laboratórios foram arrombados e algumas coisas foram novamente subtraídas. Entre estes podemos listar: uma impressora, um monitor LCD, uma CPU completa e um espectrofotômetro portátil. Até os perfumes da NATURA de uma aluna do grupo foram roubados.

É válido ressaltar, que o que está sendo listado aqui é independente do que já foi relatado nos 2 ofícios que foram encaminhados anteriormente a Direção do Instituto de Química.

No livro de ocorrência do IQ, existe um relato que no dia 27 de junho foi observado que o Laboratório 403 (Lab. de Dr. Celso) havia sido arrombado.

Hoje pela manha (em torno de 10:00 hs) a Policia Federal foi chamada e às 14:00 hs peritos já chegaram ao IQ onde permaneceram até ás 17:00 hs.

Aguardamos providências urgentes,

Atenciosamente,

Professor Dr. Sérgio Luis Costa Ferreira, em mensagem à comunidade do IQ no dia 29/06/2009.