terça-feira, 21 de julho de 2009

4 meses, Sr. Diretor?!?

Hoje completam 4 meses de interdição do Instituto de Química da UFBA após o incêndio ocorrido em 21 de março de 2009.

Professores, funcionários e estudantes aguardam a limpeza do IQ, envolvidos em um clima de desânimo que se estampa em quase todas as faces.

Segundo as previsões originais, a remoção dos resíduos deveria estar completa na próxima segunda-feira, uma vez que a Rafer (empresa responsável pela limpeza) havia estimado um prazo de 3 semanas para a conclusão do serviço. Passaram-se 15 dias desde a nova interdição e muito pouco foi realizado... algumas medições foram feitas, placas de teto foram retiradas do 4o. andar e após intermináveis discussões entre a Rafer e a Prefeitura do Campus, um buraco foi aberto no 5o. andar para que se instalasse um tubo por onde os resíduos serão escoados...

Enquanto isso, os laboratórios continuam submetidos a condições inapropriadas, que aceleram o crescimento de fungos e, consequentemente, os danos aos equipamentos de pesquisa e ao material bibliográfico. Os pesquisadores, estudantes de pós-graduação e de iniciação científica continuam com suas atividades estagnadas.

O contrato com a Rafer foi firmado no valor de R$40 mil reais!!!

Não seria o caso de exigir da empresa maior presteza e agilidade nos serviços?

Por que a "operação tartaruga"?

Não bastam tantos prejuízos materiais e morais?!?

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Comentários sobre a matéria do Jornal A Tarde

Várias pessoas deixaram seus comentários na homepage do Jornal A Tarde...


Ed (08/07/2009 - 21:10)

Sou aluno de química também, e gostaria de saber qual foi a real intenção de se aumentar o número de seguranças na porta do IQ... proteger o patrimônio ou ficarem batendo papo fiado? Pelo que vem acontecendo não foi a primeira opção! Quem será responsabilazado por esses furtos? Temos que lembrar que se trata de um Patrimônio Federal que estão roubando. Espero que a situação seja solucionada o mais rápido possível e que o IQ volte a pleno vapor!!!

Estudante Indignado (08/07/2009 - 18:15)

Pior que roubar alguns equipamentos é insistir na interdição do Instituto de Química, enquanto pelos menos 200 estudantes de Mestrado e Doutorado tem seus trabalhos e bolsas ameaçados. Projetos de encomenda com grandes instituições como a Petrobrás em atraso. Inúmeros equipamentos relegados a sorte. Isso é dinheiro do povo que paga pra ter pesquisa e desenvolvimento! E esses burrocratas impedem o acesso de quem quer produzir alegando risco a saúde. Além de tudo nem sabem Química!

Estudante Indignado (08/07/2009 - 13:32)

O que está sendo apresentado na reportagem é apenas a ponta do iceberg. Para maiores detalhes vejam o blog no link seguinte: http://oovodafenix.blogspot.com

Macedo Luiz (08/07/2009 - 10:28)

No Brasil da-se pouco valor ao fator segurança. Nos prédios residenciais, quando se fala em taxa extra para investimento em segurança, logo os condôminos reclamam e alguns não aprovam. Nas unidades públicas é muito pior, ou não há verba, e quando existe corta-se pela metade para outros investimentos. A burocracia nos ógãos públicos fomenta ainda mais esse câncer. Porque os pagamentos dos terceirizados são atrasados e com isso a motivação vai embora juntamente com a responsabilidade. É o Brasil.

Beto (08/07/2009 - 08:43)

Na Escola de Belas Artes - Ufba acontece a mesma coisa e até pior, a direção não faz nada.

Exupério (08/07/2009 - 07:25)

A coordenação de segurança da UFBA precisa ser substituída há muito tempo, tive um veículo furtado no campus de Ondina em 2007 e os seguranças sequer anotaram meus dados para fazer uma ocorrência interna.

Luiz (08/07/2009 - 01:08)

Sou aluno de química da UFBA, e no laboratório onde trabalho foram levados vários monitores e CPU de equipamentos. As câmeras do instituto só tão lá de enfeites, pois não servem pra nada!! Já aconteceram vários roubos e homens entrando no banheiro feminino para olhar as meninas no banheiro, e ninguém foi descoberto!! O que acontece realmente é uma ADMINISTRAÇÃO COMPETENTE!!! Falta direção!!!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Matéria no Jornal A Tarde

Ladrões roubam computadores e equipamentos do Instituto de Química

Amélia Vieira e Marjorie Moura, do A TARDE

Haroldo Abrantes/Agência A TARDE
Aulas voltam para o prédio do instituto em agosto, mas o quinto andar continuará fechado
Aulas voltam para o prédio do instituto em agosto, mas o quinto andar continuará fechado

Computadores e equipamentos de pesquisa do Instituto de Química da Universidade Federal da Bahia (Ufba) vêm sendo furtados desde que o prédio foi isolado após o incêndio que atingiu parte do quinto andar, no dia 21 de março. O caso está sob investigação da Polícia Federal.

A situação vem alarmando professores e alunos, que reclamam ainda da deterioração dos aparelhos de alta sensibilidade que estão sem uso e manutenção. “É uma decisão equivocada manter o instituto fechado”, declara o professor Jailson de Andrade, que assegura não haver risco para a saúde.

Segundo relato de professores e alunos do doutorado que pediram para não se identificar, os primeiros furtos foram notados cinco semanas após o sinistro, quando alunos retornaram para fazer a manutenção de alguns equipamentos e notaram sinais de arrombamento. O caso foi levado ao conhecimento da Coordenação de Segurança da Ufba.

Dois meses depois do incêndio, uma comissão de professores e estudantes encaminhou um documento ao Ministério Público Federal (MPF), denunciando, inclusive, que o fornecimento de energia elétrica e água permaneciam suspensos e os livros mofavam. Uma semana depois, o problema foi corrigido.

“Os professores voltaram a entrar no prédio para ligar os equipamentos e notaram portas danificadas”, disse Jailson. “Temos equipamentos de alta sensibilidade que não podem ficar parados porque deterioram. Nossa intenção foi alertar que o prédio fechado é um prejuízo maior que o incêndio”, acrescentou.

Um aluno do doutorado conta que uma professora o chamou para ver uma sala que havia sido invadida: “Monitores e cabos estavam separados, arrumados para ser levados. Colocamos em outra sala e trancamos. A sala foi arrombada e tudo furtado. É alguém que conhece a estrutura”.

De acordo com ele, aparelhos de utilidade restrita também são levados, a exemplo de um espectômetro UV-VIS (instrumento portátil de campo) pertencente a um pesquisador.

A vice-diretora do instituto, Maria Luiza Corrêa, garante que no próximo semestre, que começa em agosto, as aulas serão ministradas no antigo prédio. Serão feitas adaptações no cronograma para que o primeiro e o segundo pavimentos abriguem também as atividades que funcionavam no quinto andar, onde ocorreu o incêndio, e quarto andar, atingido pelo rescaldo e com escoras para sustentar o piso.

“Estamos vendo com a reitoria a liberação de verba para a reforma”, ressalta Maria Luiza. Ela explica que esta semana os dejetos químicos do incêndio começam a ser retirados por uma empresa do Polo. Por isso, o prédio voltará a ficar interditado.

Edmundo Lopes dos Santos, coordenador da segurança da Ufba, explica que a atuação do órgão é preventiva, na fiscalização das atividades dos vigilantes e seguranças. Apesar de haver câmaras na parte externa do Instituto de Química, as imagens dos ladrões não foram flagradas.

“O incêndio comprometeu o sistema interno. Tentamos recuperar, mas não foi possível”, afirma o coronel José Soares Lima, assessor da Coordenação de Segurança da universidade. O setor justifica que as investigações estão sendo feitas pela Polícia Federal. Procurados, MPF e Polícia Federal não retornaram as ligações.

O assessor de comunicação da Ufba, Marco Queiroz, informou que a PF já recolheu amostras de digitais no instituto, mas disse achar difícil encontrar os ladrões porque a área vem sendo muito visitada por um número muito grande de pessoas ligadas à unidade. O assessor contestou informação prestada por Tâmara Terso, diretora de Mulheres do Diretório Central dos Estudantes da Ufba, de que a colocação de câmaras, a capinagem e a iluminação pouco mudaram o campus, apesar da intensa mobilização ocorrida depois que uma aluna foi estuprada em agosto de 2008.

Disse ainda que atrasos no pagamento de salários de terceirizados há cerca de três meses comprometeu a vigilância. Segundo o assessor, o número de vigilantes passou de 270 no ano passado para 520 em 2009.

Também afirmou que em 2008 havia 117 câmaras de vigilância e que o contrato prevê 400 câmaras e que a maioria já foi implantada, o que já permitiu que um invasor fosse flagrado, detido e entregue à Polícia Militar. Também contestou a falta de iluminação, embora tenha concordado que São Lázaro e o campus de Ondina sejam as áreas mais problemáticas.

Marco Queiroz também avaliou ainda que o aumento no número de estudantes que circulam à noite pelo campus, motivado pela implantação do Reuni, tornou a área menos isolada neste período.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Dilapidação de patrimônio público!

No dia 01/07/2007 a Profa. Cecília Espiridião, do Departamento de Físico-Química, comunicou à direção do Instituto de Química, na figura da diretora em exercício Profa. Maria Luiza Correa, que encontrou o laboratório 502 arrombado, com gavetas abertas e conteúdo revirado, jogado no chão. As portas de todos os armários encontravam-se abertas, exceto a do armário de reagentes, e algumas foram arrancadas. HDs foram encontrados sobre a bancada, mas os computadores e monitores velhos não foram mexidos. A Profa. Cecília solicitou providência imediata, como o havia feito anteriormente os professores do Departamento de Química Analítica...

Na próxima segunda-feira, o IQ voltará a ser interditado para que a empresa contratada possa fazer a limpeza e "descontaminação" do prédio, o que deve durar por pelo menos 3 (três) semanas.

Serão três semanas com o IQ à disposição dos ladrões?

Quem garantirá que outros laboratórios não terão suas infra-estruturas dilapidadas?

Para que serve a empresa de segurança que serve ao IQ?