quarta-feira, 8 de julho de 2009

Matéria no Jornal A Tarde

Ladrões roubam computadores e equipamentos do Instituto de Química

Amélia Vieira e Marjorie Moura, do A TARDE

Haroldo Abrantes/Agência A TARDE
Aulas voltam para o prédio do instituto em agosto, mas o quinto andar continuará fechado
Aulas voltam para o prédio do instituto em agosto, mas o quinto andar continuará fechado

Computadores e equipamentos de pesquisa do Instituto de Química da Universidade Federal da Bahia (Ufba) vêm sendo furtados desde que o prédio foi isolado após o incêndio que atingiu parte do quinto andar, no dia 21 de março. O caso está sob investigação da Polícia Federal.

A situação vem alarmando professores e alunos, que reclamam ainda da deterioração dos aparelhos de alta sensibilidade que estão sem uso e manutenção. “É uma decisão equivocada manter o instituto fechado”, declara o professor Jailson de Andrade, que assegura não haver risco para a saúde.

Segundo relato de professores e alunos do doutorado que pediram para não se identificar, os primeiros furtos foram notados cinco semanas após o sinistro, quando alunos retornaram para fazer a manutenção de alguns equipamentos e notaram sinais de arrombamento. O caso foi levado ao conhecimento da Coordenação de Segurança da Ufba.

Dois meses depois do incêndio, uma comissão de professores e estudantes encaminhou um documento ao Ministério Público Federal (MPF), denunciando, inclusive, que o fornecimento de energia elétrica e água permaneciam suspensos e os livros mofavam. Uma semana depois, o problema foi corrigido.

“Os professores voltaram a entrar no prédio para ligar os equipamentos e notaram portas danificadas”, disse Jailson. “Temos equipamentos de alta sensibilidade que não podem ficar parados porque deterioram. Nossa intenção foi alertar que o prédio fechado é um prejuízo maior que o incêndio”, acrescentou.

Um aluno do doutorado conta que uma professora o chamou para ver uma sala que havia sido invadida: “Monitores e cabos estavam separados, arrumados para ser levados. Colocamos em outra sala e trancamos. A sala foi arrombada e tudo furtado. É alguém que conhece a estrutura”.

De acordo com ele, aparelhos de utilidade restrita também são levados, a exemplo de um espectômetro UV-VIS (instrumento portátil de campo) pertencente a um pesquisador.

A vice-diretora do instituto, Maria Luiza Corrêa, garante que no próximo semestre, que começa em agosto, as aulas serão ministradas no antigo prédio. Serão feitas adaptações no cronograma para que o primeiro e o segundo pavimentos abriguem também as atividades que funcionavam no quinto andar, onde ocorreu o incêndio, e quarto andar, atingido pelo rescaldo e com escoras para sustentar o piso.

“Estamos vendo com a reitoria a liberação de verba para a reforma”, ressalta Maria Luiza. Ela explica que esta semana os dejetos químicos do incêndio começam a ser retirados por uma empresa do Polo. Por isso, o prédio voltará a ficar interditado.

Edmundo Lopes dos Santos, coordenador da segurança da Ufba, explica que a atuação do órgão é preventiva, na fiscalização das atividades dos vigilantes e seguranças. Apesar de haver câmaras na parte externa do Instituto de Química, as imagens dos ladrões não foram flagradas.

“O incêndio comprometeu o sistema interno. Tentamos recuperar, mas não foi possível”, afirma o coronel José Soares Lima, assessor da Coordenação de Segurança da universidade. O setor justifica que as investigações estão sendo feitas pela Polícia Federal. Procurados, MPF e Polícia Federal não retornaram as ligações.

O assessor de comunicação da Ufba, Marco Queiroz, informou que a PF já recolheu amostras de digitais no instituto, mas disse achar difícil encontrar os ladrões porque a área vem sendo muito visitada por um número muito grande de pessoas ligadas à unidade. O assessor contestou informação prestada por Tâmara Terso, diretora de Mulheres do Diretório Central dos Estudantes da Ufba, de que a colocação de câmaras, a capinagem e a iluminação pouco mudaram o campus, apesar da intensa mobilização ocorrida depois que uma aluna foi estuprada em agosto de 2008.

Disse ainda que atrasos no pagamento de salários de terceirizados há cerca de três meses comprometeu a vigilância. Segundo o assessor, o número de vigilantes passou de 270 no ano passado para 520 em 2009.

Também afirmou que em 2008 havia 117 câmaras de vigilância e que o contrato prevê 400 câmaras e que a maioria já foi implantada, o que já permitiu que um invasor fosse flagrado, detido e entregue à Polícia Militar. Também contestou a falta de iluminação, embora tenha concordado que São Lázaro e o campus de Ondina sejam as áreas mais problemáticas.

Marco Queiroz também avaliou ainda que o aumento no número de estudantes que circulam à noite pelo campus, motivado pela implantação do Reuni, tornou a área menos isolada neste período.

3 comentários:

  1. As câmeras custaram uma grana e nunca funcionaram! Os sistemas de segurança da UFBA são perfeitos, no papel! A empresa de segurança, que é supervisionada pelo Coronel Soares (reserva da PM), é responsável apenas pelo patrimônio da UFBA, isso pois quando acontece um furto de um veículo por exemplo, eles são enfáticos em dizer que isso não é responsabilidade deles. Agora vemos o PATRIMÔNIO da UFBA sendo levado debaixo dos olhos destes seguranças. Afinal, eles são pagos pra que mesmo? Quem fiscaliza esse pessoal? Quem responde por eles? Me parece simples, se eu pago uma empresa de segurança pra proteger minha casa e ela é furtada, eu responsabilizo a empresa de segurança! Ora! Mais na UFBA isso não existe! Talvez eles sejam responsáveis pelo patrimônio deles (o dominó, a dama, o baralho). Por outro lado se não cobram essa postura da segurança passam a ser coniventes. E conivente é o que mais tem!

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  2. Tem fatos que parecem simples de serem entendidos, um deles é o da segurança. Como é que uma pessoa sai com peças de computadores e equipamentos de grande porte como monitores, CPUs e até um UV-Vis sem que chame a atenção??? Uma pessoa pra entrar no IQ passa pela portaria assina seu nome e diz pra onde está indo, quando volta assina a hora que saiu e vai embora. E será que nenhum segurança enxerga alguém saindo com um monitor de 22 polegadas no bolso??? Ou uma CPU dentro de um caderno??? Parece piada mais é a realidade do Instituto de Química!

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  3. Aluno de Doutorado!!!

    Alerta...com o descaso o IQ pode ficar mais 3 meses fechados!!!

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