Uma consulta ao Dicionário Houaiss, no que se refere à palavra RESILIÊNCIA, conduz ao significado de “capacidade de se recobrar facilmente ou se adaptar à má sorte ou às mudanças”.
O Instituto de Química da Universidade Federal da Bahia (IQ-UFBA) sofreu na tarde do último sábado (21 de março), um incêndio de significativas proporções. Vários laboratórios, notadamente os situados no último andar do prédio, foram severamente afetados. Um prejuízo de alguns muitos milhões e, principalmente, um severo golpe para pesquisadores que, ao longo de décadas, construíram, paciente e continuamente, uma infra-estrutura cientificamente respeitável, entre as melhores do país para a área. O IQ-UFBA mantém estreita colaboração com várias empresas do Pólo Petroquímico de Camaçari, com a PETROBRAS e outras empresas que atuam na Bahia. Ainda hoje (segunda) deve ser iniciada uma perícia que poderá identificar as causas do incêndio e também terá início uma avaliação de danos nos diversos laboratórios. Destes, alguns sofreram com a água utilizada no combate às chamas e, acredita-se, alguns equipamentos, mesmo situados em laboratórios não atingidos pelo fogo, poderão ter sofrido dano, tanto pelo calor como também pela fuligem. Aparentemente a biblioteca do Instituto foi preservada. Mensagens de solidariedade de pesquisadores de todo o país não cessam de chegar, encaminhadas aos colegas da UFBA.
Proporcional ao dano ocorrido está a persistência de pesquisadores, docentes, estudantes e funcionários do IQ. Uma reunião, já anteriormente programada do órgão colegiado da pós-graduação, ocorreu na manhã desta segunda, tendo sido planejado o direcionamento de estudantes em fase final de dissertação ou teses para outros laboratórios do país. Uma análise preliminar leva à conclusão de que pelo menos 6 meses serão necessários para o retorno às atividades normais.
Reuniões inicialmente estão ocorrendo na rua em frente ao prédio posto que o acesso ao interior do mesmo está proibido. As precariedades do momento aparentemente não arrefecem o ânimo da comunidade do IQ. A palavra de ordem é reconstrução.
A fênix assim se manifesta, em terras baianas!
TEXTO DO PROF. CAIO CASTILHO DO INSTITUTO DE FÍSICA DA UFBA AO JORNAL DA CIÊNCIA - SBPC, EM 23/03/2009.
sábado, 9 de maio de 2009
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