“Seis semanas após o incêndio, o prédio continua interditado e não existe previsão de quando voltará a funcionar”.
Leia a mensagem de Jailson B. de Andrade, professor titular da Universidade Federal da Bahia e coordenador do INCT de Energia e Ambiente:
Incêndio ocorrido no prédio do Instituto de Química da UFBA em 21 de março destruiu metade do quinto andar da Unidade e afetou significativamente vários laboratórios do INCT de Energia e Ambiente, localizados nos andares abaixo.
Os laboratórios instalados no 4º andar do prédio, em área abaixo do local do incêndio, foram os mais afetados fisicamente. Alguns dos localizados no segundo andar foram afetados pela água que escorria na junta de dilatação da lage de concreto.
No momento, seis semanas após o sinistro, o prédio continua interditado e não existe previsão de quando voltará a funcionar. A demora na tomada de decisão e na contratação dos serviços necessários faz com que nem a limpeza ou a restauração das redes elétrica e hidráulica tenham sido iniciadas.
As aulas práticas das disciplinas oferecidas a vários cursos de graduação estão prejudicadas e cerca de 200 estudantes de pós-graduação (75 de mestrado e 122 de doutorado) e 60 estudantes de iniciação científica continuam com as suas atividades de pesquisa paralisadas.
O equipamento de Ressonância Magnética Nuclear de 300 MHz, localizado no primeiro andar do prédio, entrou em “quenching” na semana passada. O acesso à sala de professores no mesmo andar recentemente foi arrombado. Os livros já estão visivelmente atacados por fungos e vários equipamentos estão em processo de deterioração devido à alta umidade no interior do prédio.
Na contramão do MCT e MEC, que estão fortalecendo e ampliando a atividade de pesquisa no país, algumas IES ainda não conseguem dar um apoio proativo a estas atividades em seus campi.
A situação da pesquisa no Instituto de Química da Universidade Federal da Bahia é, no mínimo, desesperadora e o prejuízo após o incêndio está sendo maior do que o causado pelo sinistro.
Texto extraído do Jornal da Ciência, 08/05/2009.
domingo, 10 de maio de 2009
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